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O
newsmaking: os valores/notícia Os valores/notícias funcionam na prática de uma forma complementar, na selecção e escolha dos acontecimentos a transformar em notícias, são diferentes combinações que ocorrem entre diferentes valores/notícias que recomendam a selecção de um facto. Como segundo aspecto é que os valores/notícia são critérios de relevância e que estão espalhados por todo o processo de produção desde a selecção até ao produto final. Este valores/notícia funcionam como linhas guia e sugerindo em todo o processo que deve ser realçado e o que dever ser omitido e o que dever ser prioritário na preparação das notícias a apresentar em público. Os valores/notícia são regras de fácil compreensão e utilização que são utilizados no trabalho profissional e implicitamente ou explicitamente conduzem os procedimentos operativos numa redacção. Outro aspecto importante relacionado com os valores/notícia está ligado ao tipo de processo de que são parte constitutiva. Os jornalistas não podem sempre que apareça um acontecimento novo criar um novo conjunto de características valores/notícia, que vão fazer oposição ao conjunto de características valores/notícia utilizado em acontecimentos anteriores. Assim tem que haver coerência neste conjunto de características valores/notícia que não são mais do que as linhas guia em todo o processo. Tudo isto serve para rotinizar tal tarefa de forma a torná-la exequível e gerível. O atributo rigor dos valores/notícia não é mais que a lógica da tipificação que tem como objectivo prático o de fazer com que de uma forma programada se torne o mais fácil a repetitividade de certos procedimentos a fim de evitar incertezas excessivas e a de simplicidade do raciocínio. Os valores/notícias deverão permitir que a selecção do material seja realizada com rapidez de uma maneira quase “automática”, que seja defensável “postmortem” e se caracterize por um certo grau de flexibilidade e de comparação e sobretudo, que não seja susceptível de demasiados impedimentos. Existem ainda duas considerações a fazer, a primeira de caracter dinâmico, ou seja, que nos dá a visam de que os valores/notícia mudam no tempo e não permanecem sempre os mesmo estão atentos e de acordo com a época. Hoje em dia assuntos que, há alguns anos “não existiam”, constituem hoje de uma forma geral, notícia, existe deste modo uma extensão gradual do número e do tipo de temas considerados noticiáveis. Alguns destes temas impuseram-se de tal forma que determinaram uma cobertura informativa criando assim uma adaptação e uma extensão dos critérios de noticiabilidade para uma área que anteriormente não constituía noticia. Existe ainda uma cobertura informativa que os mass media reservam aos chamados “single issue movement”, movimentos estes que se solidificam na sociedade civil em torno de problemas simples. Este tipo de movimentos começa a constituir noticia ultrapassando deste modo o limiar da noticiabilidade. Estabelece-se uma integração entre as estratégias de noticiabilidade adaptadas pelos “single issue movement” e os valores/notícias aplicados pelos órgão de informação. Pode dizer-se então que cada novo sector, tema argumento ou assunto, se torne regularmente “noticiado”, desde que exista um reajustamento e uma redefinição dos vlares/notícias. A segunda consideração, está ligada à anterior, indica que as especialização temática constitui um índice significativo do modo como os valores/notícia se traduzem em prática organizativas. Os especialistas não podem ser deixados inactivos, a organização de uma redacção em sectores temáticos específicos são indicações dos critérios de noticiabilidade que nele vigoram. Os valores/noticias provem de pressupostos implícitos ou de considerações relativas: a. ás características substantivas das notícias; ao seu conteúdo; b. à disponibilidade do material e aos critérios relativos ao produto informativo; c. ao público; d. à concorrência. A primeira categoria está relacionado com o acontecimento a transformar em notícia; a segunda, diz respeito ao conjunto de processos de produção e realização; a terceira, está relacionada com a imagem que os jornalistas têm acerca dos destinatários e por fim a quarta consideração diz respeito ás relações entre os mass media existentes no mercado informativo. Critérios Substantivos Nem todos acontecimentos podem ser notícia. É imprescindível preencher os requisitos necessários a partir da importância e do interesse da notícia. A definição do que é importante e interessante para ser noticiado passa pelo reconhecimento de variáveis que delimitam essa natureza os valores/notícia. Existem quatro variáveis que determinam esta importância:
O Grau e nível hierárquico dos indivíduos envolvidos no acontecimento noticiável, e está relacionado com toda a sociedade, desde dirigentes governativos até à sociedade comum cobrindo assim todos os nichos da sociedade mas “quanto mais o acontecimento disser respeito aos países de elite, tanto mais provavelmente se transformará em notícia”; “ quanto mais o acontecimento disser respeito ás pessoas de elite, mais provavelmente se transformará em notícia”. Dentro da mesma relevância alguns itens mesmo que não visualizáveis, repetitivos e aborrecidos devem ser dados a conhecer ao público, isto acontece nomeadamente com as notícias políticas e estrangeiras. O parâmetro de avaliação da importância de uma acontecimento noticiável está directamente relacionado com o grau na hierarquia assim sendo e dando um exemplo dos dirigentes governativos tanto é mais noticiável a notícia de um primeiro-ministro que um subsecretário governativo, ou seja o grau do poder institucional ou de outras hierarquias vai determinar a relevância e a noticiabilidade do acontecimento.
Impacte sobre a nação e sobre o interesse nacional. Isto é a notícia interessa se tiver capacidade de alguma forma influir ou incidir sobre o país. Vai interessar ao leitor ou ao ouvinte se a noticia poder ser compreendida por esteou seja se estiver dentro do contexto cultural. Igualmente a proximidade quer geograficamente quer culturalmente vão interessar aos potenciais ouvintes e leitores. Isto porque a proximidade implica a partilha de pressupostos culturais comuns. No entanto as noticias estrangeiras poderão começar com o país vizinho por este ser geograficamente mais próximo assim poder fazer uma melhor cobertura do acontecimento com um grau muito grande de veracidade. Quanto mais longe se torna geograficamente o acontecimento poderá levar a uma notícia distorcida devido á recolha e tratamento da notícias. Os redactores utilizam o esquema da difusão das notícias locais(país), país mais próximos (culturalmente, politicamente e geograficamente) e o resto do mundo. A notícia aprece com mais frequência em países desenvolvidos até porque no resto do mundo (não desenvolvido) não existem infra-estruturas políticas e sociais que possam constituir notícias relevantes e noticiáveis. Quantidade de pessoas que o acontecimento (de facto ou parcialmente) envolve. Esta variável diz-nos que quanto maior for número de pessoas ou personalidades estiver relacionado com o acontecimento maior é a visibilidade ou seja maior á o valor/notícia. Por outro lado se houver uma acontecimento exemplo um desastre de avião geograficamente próximo e com um número limitado de vítimas, é mais noticiável que um outro acontecimento mais longe e com um maior número vítimas, é uma questão de impacto junto do público.
Relevância e significatividade do acontecimento quanto à evolução futura de uma determinada situação. A importância de uma notícia pode ser uma forma diferente realçada, sublinhada ou acentuada em relação aos valores/notícia relativamente à concorrência, uma entrevista em exclusivo pode fazer toda a diferença na compreensão de assunto ou acontecimento. Assim os critérios substantivos são dois a importância e o interesse da notícia. Se todas as notícias importantes são de uma maneira mais fácil seleccionadas quase obrigatoriamente as de interesse podem ter um caracter mais subjectivo assim sendo menos vinculativa para todos. O interesse que a história possa ter está muito ligado com público algo a quem a história de destina e os valores/notícia e que pode-se definir como “capacidade de entretenimento”. O objectivo é a de manter desperto o interesse do público pelo noticiário e também não muita utilidade em fazer um tipo de jornalismo aprofundado se o telespectador ou o leito não mostra interesse por este. Assim desta forma esta capacidade de entreter o público deverá situar-se numa posição elevada na lista dos valores/notícia, quer como sendo um fim em todo o processo jornalístico mas também como o de potenciar e concretizar outros ideais jornalísticos. Segundo Gans existe algumas categorias que podem servir de lista para identificar os acontecimentos noticiáveis: a. histórias de gente comum que é encontrada em situações insólitas, ou histórias de homens públicos surpreendidos no dia a dia da sua vida privada; b. histórias em que se verifica um inversão de papeis (“o homem que morde o cão”); c. histórias de interesse humano; d. histórias de feitos excepcionais e heróicos.
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